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MANIFIESTO OJOS PARA LA PAZ PDF Imprimir E-mail
Sábado, 08 de Octubre de 2011 19:18
 
 

NOSOTROS ACUSAMOS

 

 

A la luz de los acontecimientos vividos en Libia durante los últimos meses, que se han traducido en una agresión al pueblo libio, a su presente, a su futuro y a su autodeterminación; que ha supuesto prácticamente la destrucción de su avanzado estado de bienestar a manos de los gobiernos de la coalición agresora liderada por la OTAN, amparados por una ambigua y sin sentido resolución del Consejo de Seguridad de la ONU (la 1.973) ejecutada por diversos gobiernos europeos, americanos y árabes,

 

nosotros acusamos

a todos los gobiernos de la Alianza, pero también a los representantes políticos electos que lo han permitido, a todos los partidos que han votado a favor en los diferentes parlamentos y a quienes han manipulado la opinión pública para evitar sus movilizaciones de protesta,

 

porque:

Han utilizado a la ONU, mediante la resolución 1973, para dar cobertura al uso de armas, medios, recursos humanos y conseguir un ataque encubierto, bajo la mentira de pretender evitar que el Gobierno libio usara la aviación contra sus opositores armados desde el inicio del conflicto o contra objetivos civiles pero que, en realidad, ha servido para que la OTAN bombardee hospitales, universidades, campos de cultivo, barcos de pesca, viviendas, depósitos y canales de agua, rebaños, colegios y aldeas, con un altísimo número de bajas entre la población civil.

 

Han excedido los límites fijados por las Naciones Unidas, que en el texto de dicha resolución impedían explícitamente la invasión terrestre, en tanto que existen numerosos testimonios que avalan la presencia de fuerzas de dicha organización supervisando el desembarco de soldados y armamentos o prestando servicios de inteligencia militar a los protagonistas de la sublevación.

 

Han vulnerado claramente lo estipulado en dicha resolución, que no contemplaba el retirar a Muammar Al Gadafi de un puesto político que no tiene, ni su caza como un forajido, ni el desmantelamiento de su sistema político asambleario, ni el reconocimiento del Consejo Nacional de Transición como gobierno de Libia, como tampoco permitía el despliegue de fuerzas aéreas, navales y terrestres, en una operación que sobrepasa claramente los topes establecidos por el Consejo de Seguridad.

 

Han seguido usando dicho organismo supranacional como una ruin coartada para el reparto del botín: oro, petróleo, agua y uranio, que suponen los principales recursos energéticos y vitales de la región, que ahora administraría un nuevo Gobierno pretendidamente democrático y de inspiración islámica, pero con una fuerte dependencia de quienes han financiado esta infame operación militar.

 

Han falsificado la realidad de Libia, presentando una imagen estereotipada de dicha nación, más allá de las denuncias hacia el Gobierno Constitucional y Legítimo de dicho país. Así, se sigue insistiendo en la pobreza y atraso de Libia cuando en realidad, hasta este conflicto, presentaba el PIB más alto de Africa, con el índice del Programa de Naciones Unidas para el Desarrollo más elevado de dicho continente, una tasa de alfabetización superior al 80 por ciento, pleno empleo y 3,000.000 de inmigrantes extranjeros.

 

Han prescindido de los mecanismos que fija el Estado de Derecho y el Derecho Internacional para proceder a dar caza y captura al líder Muammar Al Gaddafi, así como a sus familiares directos.

 

Han diseñado una hoja de ruta que permite la intervención del primer mundo en el norte de África, estableciendo un sistema que garantice en el futuro la explotación de sus riquezas y de su pueblo por Estados ajenos a los intereses de la población libia.

 

Es por todo ello

Que reclamamos una acción decidida de los ciudadanos para conseguir que esta agresión imperialista se detenga y que dejen de masacrar Libia y, al mismo tiempo, impedir que se extienda a otros enclaves del Magreb y del Máshreq, así como a Latinoamérica, en una hoja de ruta de impredecibles consecuencias. También en esa encrucijada del mundo y del tiempo, están en juego nuestro propio futuro, nuestros valores democráticos y el descrédito creciente de nuestra propia soberanía popular. Más temprano que tarde, tendremos que pedir responsabilidades penales y civiles a los autores e inductores de estas masacres.

 

 Que invitamos a las personas de buena voluntad a participar con nosotros en el descubrimiento de lo que realmente sucede en Libia.

 

  

PLATAFORMA OJOS PARA LA PAZ

EN LIBIA

NÓS ACUSAMOS

 

À luz dos acontecimentos vividos na Líbia durante os últimos meses, que se traduziram em uma agressão ao povo libio, ao seu presente, ao seu futuro e à sua autodeterminação; que supôs praticamente a destruição do seu avançado estado de bem-estar a mãos dos governos da coalizão agressora liderada pela OTAN, amparados por uma ambigua e sem sentido resolução do Conselho de Segurança da ONU (a 1.973) executada por diversos governos europeus, americanos e árabes,

 

nós acusamos

a todos os governos da Aliança, mas também aos representantes políticos eleitos que o permitiram, a todos os partidos que votaram a favor nos diferentes parlamentos e a quem manipularam a opinião pública para evitar as suas mobilizações de protesto,

 

porque:

Utilizaram à ONU, mediante a resolução 1973, para dar abrangência ao uso de armas, meios, recursos humanos e conseguir um ataque encoberto, baixo a mentira de pretender evitar que o Governo líbio usasse a aviação contra os seus opositores armados desde o início do conflito ou contra objetivos civis mas que, em realidade, serviu para que a OTAN bombardeie hospitais, universidades, campos de cultivo, barcos de pesca, moradas, depósitos e canais de água, rebanhos, colégios e aldeias, com um altísimo número de baixas entre a população civil.

 

Excederam os limites afixados pelas Nações Unidas, que no texto de dita resolução impediam explicitamente a invasão terrestre, enquanto existem numerosos depoimentos que valizam a presença de forças de dita organização supervisionando o desembarco de soldados e armamentos ou prestando serviços de inteligência militar aos protagonistas da sublevação.

 

Vulneraram claramente o estipulado em dita resolução, que não contemplava o retirar a Muammar Ao Gadafi de um posto político que não tem, nem a sua caça como um foragido, nem o desmantelamiento do seu sistema político assembleário, nem o reconhecimento do Conselho Nacional de Transição como governo de Líbia, como também não permitia a presença de forças aéreas, navais e terrestres, em uma operação que ultrapassa claramente os topos estabelecidos pelo Conselho de Segurança.

 

Seguiram usando dito organismo supranacional como uma ruin coartada para a partilha do botim: ouro, petróleo, água e urânio, que supõem os principais recursos energéticos e vitais da região, que agora administraria um novo Governo pretendidamente democrático e de inspiração islâmica, mas com uma forte dependência de quem financiaram esta infame operação militar.

 

Falsificaram a realidade de Líbia, apresentando uma imagem estereotipada de dita nação, para além das denúncias para o Governo Constitucional e Legítimo de dito país. Assim, segue-se fazendo questão da pobreza e atraso da Líbia quando em realidade, até este conflito, apresentava o PIB mais alto de Africa, com o índice do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento mais elevado de dito continente, uma taxa de literacia superior ao 80 por cento, pleno emprego e 3,000.000 de imigrantes estrangeiros.

 

Têm prescindido dos mecanismos que fixa o Estado de Direito e o Direito Internacional para proceder a dar caça e captura ao líder Muammar Ao Gaddafi, bem como aos seus familiares diretos.

 

Desenharam um roteiro que permite a intervenção do primeiro mundo no norte da África, estabelecendo um sistema que garanta no futuro a exploração das suas riquezas e do seu povo por Estados alheios aos interesses da população líbia.

 

É por todo isso

Que reclamamos uma ação decidida dos cidadãos para conseguir que esta agressão imperialista se detenha e que deixem de massacrar Líbia e, ao mesmo tempo, impedir que se estenda a outros enclaves do Magreb e do Máshreq, bem como a Latinoamérica, em um roteiro de impredecíveis consequências. Também nessa encrucijada do mundo e do tempo, estão em jogo o nosso próprio futuro, os nossos valores democráticos e o descrédito crescente da nossa própria soberania popular. Mais temporão que tarde, teremos que pedir responsabilidades penais e civis aos autores e indutores destes massacres.

 

Que convidamos às pessoas de boa vontade a participar connosco na descoberta do que realmente acontece na Líbia.

 

PLATAFORMA

OLHOS PARA LA PAZ EM LÍBIA

 


 

 
 NÓS ACUSAMOS

 

À luz dos acontecimentos vividos na Líbia durante os últimos meses, que se traduziram em uma agressão ao povo libio, ao seu presente, ao seu futuro e à sua autodeterminação; que supôs praticamente a destruição do seu avançado estado de bem-estar a mãos dos governos da coalizão agressora liderada pela OTAN, amparados por uma ambigua e sem sentido resolução do Conselho de Segurança da ONU (a 1.973) executada por diversos governos europeus, americanos e árabes,

 

nós acusamos

a todos os governos da Aliança, mas também aos representantes políticos eleitos que o permitiram, a todos os partidos que votaram a favor nos diferentes parlamentos e a quem manipularam a opinião pública para evitar as suas mobilizações de protesto,

 

porque:

Utilizaram à ONU, mediante a resolução 1973, para dar abrangência ao uso de armas, meios, recursos humanos e conseguir um ataque encoberto, baixo a mentira de pretender evitar que o Governo líbio usasse a aviação contra os seus opositores armados desde o início do conflito ou contra objetivos civis mas que, em realidade, serviu para que a OTAN bombardeie hospitais, universidades, campos de cultivo, barcos de pesca, moradas, depósitos e canais de água, rebanhos, colégios e aldeias, com um altísimo número de baixas entre a população civil.

 

Excederam os limites afixados pelas Nações Unidas, que no texto de dita resolução impediam explicitamente a invasão terrestre, enquanto existem numerosos depoimentos que valizam a presença de forças de dita organização supervisionando o desembarco de soldados e armamentos ou prestando serviços de inteligência militar aos protagonistas da sublevação.

 

Vulneraram claramente o estipulado em dita resolução, que não contemplava o retirar a Muammar Ao Gadafi de um posto político que não tem, nem a sua caça como um foragido, nem o desmantelamiento do seu sistema político assembleário, nem o reconhecimento do Conselho Nacional de Transição como governo de Líbia, como também não permitia a presença de forças aéreas, navais e terrestres, em uma operação que ultrapassa claramente os topos estabelecidos pelo Conselho de Segurança.

 

Seguiram usando dito organismo supranacional como uma ruin coartada para a partilha do botim: ouro, petróleo, água e urânio, que supõem os principais recursos energéticos e vitais da região, que agora administraria um novo Governo pretendidamente democrático e de inspiração islâmica, mas com uma forte dependência de quem financiaram esta infame operação militar.

 

Falsificaram a realidade de Líbia, apresentando uma imagem estereotipada de dita nação, para além das denúncias para o Governo Constitucional e Legítimo de dito país. Assim, segue-se fazendo questão da pobreza e atraso da Líbia quando em realidade, até este conflito, apresentava o PIB mais alto de Africa, com o índice do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento mais elevado de dito continente, uma taxa de literacia superior ao 80 por cento, pleno emprego e 3,000.000 de imigrantes estrangeiros.

 

Têm prescindido dos mecanismos que fixa o Estado de Direito e o Direito Internacional para proceder a dar caça e captura ao líder Muammar Ao Gaddafi, bem como aos seus familiares diretos.

 

Desenharam um roteiro que permite a intervenção do primeiro mundo no norte da África, estabelecendo um sistema que garanta no futuro a exploração das suas riquezas e do seu povo por Estados alheios aos interesses da população líbia.

 

É por todo isso

Que reclamamos uma ação decidida dos cidadãos para conseguir que esta agressão imperialista se detenha e que deixem de massacrar Líbia e, ao mesmo tempo, impedir que se estenda a outros enclaves do Magreb e do Máshreq, bem como a Latinoamérica, em um roteiro de impredecíveis consequências. Também nessa encrucijada do mundo e do tempo, estão em jogo o nosso próprio futuro, os nossos valores democráticos e o descrédito crescente da nossa própria soberania popular. Mais temporão que tarde, teremos que pedir responsabilidades penais e civis aos autores e indutores destes massacres.

 

Que convidamos às pessoas de boa vontade a participar connosco na descoberta do que realmente acontece na Líbia e a mobilizar-se na contramão desta e de todas as guerras

 

 

                                       MANIFESTO NOI ACCUSIAMO

 

                                               -Occhi per la Pace-

 

 

 

 

 

Alla luce degli eventi vissuti in Libia negli ultimi mesi, che hanno provocato un attacco contro il popolo libico, il suo presente, il suo futuro e la sua autodeterminazione; che hanno provocato praticamente la distruzione di uno stato sociale avanzato da parte di una coalizione di governi aggressori guidati della NATO, aiutati da una risoluzione ambigua e priva di senso del Consiglio di Sicurezza delle Nazioni Unite (la 1973) eseguita da vari governi europei, americani e arabi,

 

 

 

noi accusiamo

 

 

 

tutti i governi dell'Alleanza, come tutti i rappresentanti politici eletti che lo hanno permesso, tutti i partiti che hanno votato a favore nei diversi parlamenti e tutti coloro che hanno manipolato l'opinione pubblica per evitare le manifestazioni di protesta,

 

 

 

perché:

 

 

 

hanno utilizzato la ONU e la risoluzione 1973 per dare copertura legale all'uso di armi, mezzi, risorse umane e sferrare un attacco di forma surrettizia che, con il pretesto di evitare che il governo libico utilizzasse  l'aviazione contro i suoi avversari dall'inizio del conflitto armato o contro obiettivi civili, è in realtà servita alla NATO per bombardare ospedali, università, campi, barche da pesca, case, negozi e canali d'acqua, greggi, scuole e villaggi, con un elevato numero di vittime tra la popolazione civile.

 

 

 

Hanno ecceduto i limiti stabiliti dalle Nazioni Unite, che nel testo della suddetta risoluzione impediva esplicitamente l’invasione da terra, mentre ci sono numerose testimonianze che attestano la presenza nel paese di forze della Nato per monitorare lo sbarco delle truppe e delle armi o appoggiando come servizi segreti militari i protagonisti della rivolta.

 

 

 

Hanno violato chiaramente i requisiti di tale risoluzione, che non contemplava un colpo di stato in Libia, lo smantellamento del suo sistema politico assembleario, o il riconoscimento del Consiglio Nazionale di Transizione come il governo di quel paese, né il dispiegamento di forze armate di aria, mare e terra, in un'operazione che supera nettamente i limiti stabiliti dal Consiglio di Sicurezza.

 

 

 

Hanno continuato usando questa entità sovranazionale come un formidabile alibi per spartirsi il bottino di oro, petrolio, acqua e uranio, che rappresentano le principali risorse energetiche e vitali della regione, ora amministrati da un nuovo governo che si suppone democratico e di ispirazione islamica ma con una forte dipendenza da coloro che hanno finanziato questa formidabile operazione militare.

 

 

 

Hanno falsificato la realtà della Libia, rappresentandola in forma stereotipata, al di là delle rivendicazioni che i libici stessi avevano avanzato al governo. Così, si continua a sottolineare la povertà e l'arretratezza della Libia quando in realtà, fino a questo conflitto, ha avuto il più alto PIL in Africa, l'indice del Programma delle Nazioni Unite per lo sviluppo del continente più alto, un tasso di alfabetizzazione del 80 per cento, la piena occupazione e 3 000 000  d’immigrati stranieri.

 

 

 

Hanno ignorato i meccanismi legali previsti dallo Stato di Diritto e dal Diritto Internazionale per procedere alla ricerca e la cattura del leader Muammar Al Gheddafi e dei suoi familiari.

 

 

 

Hanno disegnato un progetto e tracciato un percorso che  consente l'intervento dei paesi del primo mondo in Africa, e hanno stabilito nel caso della Libia un sistema che garantisce il futuro sfruttamento delle sue ricchezze e della sua gente da parte di stati al di fuori degli interessi della popolazione.

 

 

 

Per tutte queste ragioni

 

 

 

chiediamo un intervento deciso da parte dei cittadini per fermare questa aggressione imperialista e il massacro in Libia e allo stesso tempo evitare la diffusione ad altri siti nei paesi del Maghreb e del Mashreq, così come in America Latina, di questo progetto e percorso dalle conseguenze imprevedibili. Anche in questo crocevia del mondo e del tempo, sono in gioco il nostro futuro, i nostri valori democratici e il crescente discredito della nostra sovranità popolare. Al più presto possibile dobbiamo esigere la responsabilità penale e civile per gli autori e gli induttori di questi massacri.

 

 

 

Invitiamo tutte le persone di buona volontà ad unirsi a noi nello scoprire ciò che effettivamente accade in Libia, ed a mobilitarsi contro questa e tutte le guerre.     

NOUS ACCUSONS

A la lumière des événements vécus en Libye ces derniers mois, qui se sont traduits par une agression du peuple libyen, à son présent, à son futur et à son autodétermination ; qui ont conduit pratiquement à la destruction de son état avancé de bien-être par la main de la coalition conduite par l’OTAN, protégée par une Résolution 1973 du Conseil de Sécurité de l’ONU ambiguë et infondée, exécutée par les différents gouvernements européens, américains et arabes,

Nous accusons

Tous les gouvernements de l’Alliance, mais aussi leurs représentants politiques élus, qui l’ont permis, tous les partis qui ont voté à faveur de l’intervention dans les différents Parlements et tous ceux qui ont manipulé l’opinion publique pour éviter toute mobilisation de protestation,

Car

Ils ont utilisé l’ONU à travers la Résolution 1973, pour justifier l’utilisation d’armes, de moyens et de ressources humaines et mener une attaque cachée, prétextant vouloir éviter l’utilisation par le gouvernement libyen  de l’aviation contre les rebelles armés dès le début du conflit  ou contre des objectifs civils. En réalité cela a permit à l’OTAN de bombarder des hôpitaux, des universités, des champs cultivés, des bateaux de pèche, des magasins, des dépôts et des canaux d’eau, de troupeaux, des écoles, des villages, avec un nombre élevé de pertes parmi la population civile.

Ils ont dépassé les limites fixées par les Nations Unies, qui dans le texte de la dite résolution interdisaient  explicitement l’envasion terrestre, alors que des nombreux témoignages font part de la présence des forces de l’OTAN supervisant sur site le débarquement de soldats ou d’armes ou rendant des services d’intelligence militaire aux rebelles.

Ils ont ouvertement été au-delà du contenu de la dite résolution, qui ne prévoyait ni la destitution de Mouammar Gheddafi, ni sa chasse comme un bandit, ni le démantèlement du système politique en place, ni la reconnaissance du Conseil National de Transition, et encore moins supposait le déploiement de forces aériennes, navales et terrestres dans une opération qui dépasse clairement les limites établies par le Conseil de Sécurité.   

Ils ont poursuivi en utilisant cet organisme international comme un alibi pour se repartir le butin : or, pétrole, eau  et uranium, principales ressources énergétiques et vitales de la région, qui seront maintenant administrées par un nouveau Gouvernement prétendument démocratique et d’inspiration islamique, fortement dépendant de ceux qui ont financé  cette redoutable opération militaire.

Ils ont falsifié la réalité libyenne, en présentant une image stéréotypée de cette nation, et de plus dénoncé le gouvernement que les libyens se sont donné. Ils ont ainsi insisté sur la pauvreté et le retard de la Libye alors qu’en réalité, jusqu’à ce conflit, elle avait le PIB le plus élevé d’Afrique, con l’indice du Programme des Nations Unies pour le Développement les plus élevé du continent, un taux d’alphabétisation supérieur à 80 pour cent, le plein emploi et 3 millions d’immigrants étrangers.

Ils ont violé l’Etat de Droit et le Droit International, pour donner la chasse et chercher à capturer Mouammar Gheddafi ainsi que sa famille.

Ils ont conçu une feuille de route qui permet l’intervention du premier monde en Afrique et ont établi, dans le cas de la Libye, un système qui garantira pour le futur l’exploitation de ses richesses et de son peuple par les Etats, étrangers aux intérêts de la population.

C’est pour tout cela que

Nous réclamons une action décidée par des citoyens pour obtenir l’arrêt de cette agression impérialiste et du massacre de la Libye et, en même temps, pour empêcher que elle s’étende à d’autres pays du Maghreb ou du Mashreq, ou encore à l’Amérique Latine, avec des conséquences imprévisibles.

Dans ce carrefour du monde et du temps qu’est la Libye, ils sont en jeu notre futur, nos valeurs démocratiques et le discrédit croissant de notre propre souveraineté populaire.

Tôt ou tard, nous devrons poursuivre les auteurs et les instigateurs de ce massacre,  pour leurs responsabilités pénales et civiles.

Nous invitons les personnes de bonne volonté à  découvrir avec nous ce qui ce passe réellement en Libye et à se mobiliser contre cette guerre et toutes les autres.

                                   Plateforme Yeux pour la Paix en Libye

AUGEN FÜR DEN FRIEDEN IN LIBYEN

WIR KLAGEN AN

Im Lichte der im Laufe der letzten Monate erlebten Ereignisse in Libyen, welche sich in eine Aggression gegenüber der libyschen Bevölkerung, ihre Gegenwart, ihre Zukunft und ihre Selbstbestimmung gewandelt hat, und praktisch die Zerstörung ihres fortschrittlichen Wohlfahrtsstaates durch die Regierungen der Aggressoren-Allianz unter der Führung der NATO, gestützt auf eine mehrdeutige und sinnlose Resolution 1973 des Sicherheitsrates der UNO und vollstreckt durch diverse Regierungen Europas, am amerikanischen Kontinent (USA, Kanada, Kolumbien) und im arabischen Raum, bedeutet,

klagen wir an:

Alle Regierungen der Allianz, aber auch die gewählten politischen Vertreter, die den Angriff zugelassen haben, alle politischen Parteien, die in den verschiedenen Parlamenten dafür gestimmt haben und alle jene, welche die öffentliche Meinung manipuliert haben, mit dem Ziel, Protestbewegungen zu vermeiden.

Weil:

Sie die UNO durch die Resolution 1973 benutzt haben, dem Einsatz von Waffengewalt und der Bereitstellung von Mitteln sowie Personal rechtliche Deckung zu verschaffen und einen verdeckten Angriff zu rechtfertigen, unter dem falschen Vorwand, die Libysche Regierung von Beginn des Konflikts an davon abhalten zu wollen, Luftangriffe gegen ihre bewaffneten Gegner oder zivile Objekte zu starten, in Wirklichkeit dies jedoch der NATO dafür gedient hat, Krankenhäuser, Universitäten, Anbaugebiete, Fischerboote, Wohnungen, Wasserspeicher und –leitungen, Viehherden, Schulen und Dörfer zu bombardieren, was zahlreiche Opfer unter der Zivilbevölkerung gefordert hat.

Sie haben die von den Vereinten Nationen festgelegten Grenzen, die im Text der genannten Resolution explizit eine Invasion durch Bodentruppen verbieten, insofern  überschritten, dass zahlreiche Zeugen die Anwesenheit von Kräften der NATO bestätigen, welche die Ankunft von Soldaten und Waffen überwachen oder die Hauptfiguren des Aufstandes mit Informationen der Militärgeheimdienste versorgen.

Sie haben deutlich gegen die genannte Resolution verstoßen, die weder den Sturz Muammar al-Gaddafis von einem politischen Amt, das dieser nicht hat, noch die Jagd auf ihn als flüchtigen Verbrecher, noch die Zerschlagung seines politischen Versammlungs-Systems, noch die Anerkennung des Nationalen Übergangsrates als Regierung in Libyen vorsieht und auch nicht den Aufmarsch von Luft-, See- und Bodentruppen in einer Operation, die die vom Sicherheitsrat aufgestellten Grenzen klar überschreitet.

Sie haben weiterhin die genannte supranationale Institution als ausgezeichnetes Alibi zur Verteilung der Beute benutzt: Gold, Erdöl, Wasser und Uran, welche die hauptsächlichen Energie- und Rohstoffquellen der Region darstellen und von nun an durch eine neue Regierung islamischer Prägung verwaltet werden, die angeblich demokratisch ist, aber mit einer starken Abhängigkeit von jenen, welche diese riesige Militäroperation finanziert haben.   

Sie haben die Wirklichkeit Libyens verfälscht, indem sie ein stereotypisches Bild dieser Nation präsentiert haben, abgesehen von den Beschuldigungen gegen die Regierung, die sich die Libyer selbst gegeben haben. So betonen sie die Armut und den Rückstand Libyens wenn in Wirklichkeit - bis vor diesem Konflikt - das Land das höchste BIP in Afrika, und den höchsten Human Development Index (HDI) des Entwicklungsprogrammes der Vereinten Nationen (UNDP) am afrikanischen Kontinent, eine Alphabetisierungsrate von über 80 % der Bevölkerung, Vollbeschäftigung und 3.000.000 ausländische Zuwanderer vorweisen konnte.

 Sie haben die vom Rechtsstaat und vom Völkerrecht festgelegten Mechanismen ignoriert, und sind mit der Jagd auf und Festnahme von Muammar al-Gaddafi, als auch auf seine Familienmitglieder und Verwandte vorgegangen.

Sie haben einen Fahrplan entworfen, der das Eingreifen der westlichen Welt in Afrika erlaubt, und sie haben im Fall Libyens ein System geschaffen, das die Ausbeutung seiner Rohstoffe und seines Volkes in der Zukunft durch Länder garantiert, die fremde Interessen verfolgen.

 Aus all diesen Gründen:

Fordern wir eine entschiedene Handlung durch die Bürger, um zu erreichen, dass diese imperialistische Aggression und das Töten in Libyen aufhört. Gleichzeitig, um die Ausbreitung auf andere Enklaven Maghrebs und Maschreks als auch auf Lateinamerikas zu verhindern, auf Basis eines Fahrplans mit unvorhersehbaren Konsequenzen.

Auch im diesem Kreuzzug der Welt und der Zeit stehen unsere eigene Zukunft, unsere demokratischen Werte und die Kreditwürdigkeit unserer eigenen Volkssouveränität auf dem 

 

 

 

 

 

 

PLATAFORMA

OLHOS PARA LA PAZ EM LÍBIA

1.     Leonor Massanet, farmacéutica, psicóloga, blog leonorenlibia

2.     Rafael Fernández Veiga, empresario

3.     Flavio Signore, periodista, director de documentales, director de cine

4.     Xosé Currás, periodista, empresario

5.     Juan José Téllez,  escritor y periodista

6.     Carlo Frabetti, escritor, académico de la de Ciencias de Nueva York,  Presidente   de   la Asociación contra la Tortura

7.     Iñaki Errazkin, periodista, escritor, poeta

8.     Purificación González de la Blanca, cofundadora de Los Verdes, abogada, escritora

9.     José Antonio Barroso Toledo,  ex Alcalde de Puerto Real, ex Diputado

10.  Chus Garrido Romero, profesora

11.  Alejandro Zapico Robledo, periodista, ex corresponsal de guerra en Iraq y Afganistán

12.   Andrés Vázquez de Sola, periodista, escritor, autor del logo OJOS PARA LA PAZ

13.   Diego Cañamero, Portavoz Nacional del SAT (Sindicato Andaluz de  Trabajadores)

14.  Eduardo Albaladejo Manzanares, periodista,  editor

15.  Josep  Desumvila Masso, administrativo

16.  Marc Viader i Pericas, abogado, escritor

17.  Manuel Almisas Albendiz, médico, profesor

18.  Ketty Castillo, periodista, escritora

19.  Manuel Valero Yáñez, abogado, escritor

20.  José Ramón Cervera Grau, ferroviario

21.  Mario Casartelli, escritor, poeta, cantautor. Paraguay

22.  Victor Javier Sanz Fernández, periodista, Proyecto Hermes

23.  Miguel Angel Rincón Peña, monitor de educación especial,  poeta

24.  Yolanda Ávalos Parada, arquitecta. Méjico

25.   José María Barreiro España, periodista

26.   Pello Eizagirre Portillo, protésico

27.   Esmérida Marcel Bozil, periodista. Cuba

28.   Melvis Martínez Cosme, profesora y periodista. Cuba

29.   Nuria Barbosa León, periodista. Cuba

30.   Nazanin Armanian, periodista, escritora

31.   Juan Carlos Granizo García, empleado público, exconcejal

32.   Concepción Cruz Rojo, doctora en Medicina, profesora Universidad de Sevilla

33.   Juan Miguel León Moriche, periodista

34.   Ramiro Pinto Cañón, escritor, filósofo

35.   Pedro Jiménez Miguel, profesor, filósofo

36.   César Vila Antoni-Candela, concejal

37.   Pascual Serrano, periodista cofundador de la Red de Intel. y Artistas en Defensa de la Humanidad

38.   Carlos Tena, periodista, escritor, crítico musical

39.   Pepe Escobar, periodista, escritor

40.   Josu Ramos Sánchez, comerciante

41.   Antonio Maira, capitán de fragata de la Armada española, exmiembro de la U.M.D., analista político en medios alternativos

42.   Gloria Casari, psicóloga. Francia

43.   José María Fernández Criado, jubilado

44.   Pilar García Sánchez, jubilada

45.   Red Roja, Organización

46.   Ecología y Debate, Organización

47.   Carmen Pino Montes, empresaria

48.   Pavel Fuchs, profesor. Rusia

49.   Rosa Regás, escritora, Ex Directora de la Biblioteca Nacional de España

50.   Sablina Tatiana

51.   Damian Gomez

52.   Antonio Saavedra

53.    Manuel Ibarro

54.    Marta Seoane Encinas

55.    Emilio Ballesteros, escritor, profesor

56.   Manuel Pérez Cuadrado, jardinero

57.   Maria Luisa Cano Navas, historiadora del arte

58.   Luisa Fernández Moreno, ama de casa

59.   Ángeles Maestro, médico y miembro de Red Roja

60.   Vicente Delgado, administrativo

61.   Francisco Romero Leal, médico

62.   Dori Bastos Castro, administrativa

63.  Oscar Morgado Linares, ecologista, biólogo

64.  Enrique Wulff

65.  Guillermo Soria, docente de Arte Muralista

66.  Isabel Pisano, periodista, escritora

67.  Manu Maestre Uruela

68.  Pascual Olivas López,  pensionista

69.   Raimundo Muñoz García, profesor en paro

70.   María del Carmen García Carrión, activista internacionalista

71.   Fernando Manzanera Mas,  técnico

73.   Alejandro Torres Rivera, abogado, profesor de Universidad. Puerto Rico

74.   Asociación “Los Nadies”

75.   Sindicato Obrero Inmigrante (SOI-CTM)

78.   Hugo Gómez, abogado laboralista y analista político

79.   Yolanda Castro, jurista y periodista

 

Última actualización el Lunes, 19 de Diciembre de 2011 10:19
 
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