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Jueves, 08 de Septiembre de 2011 13:31
 
                                                                                                      NOSOTROS ACUSAMOS

 A la luz de los acontecimientos vividos en Libia durante los últimos meses, que se han traducido en una agresión al pueblo libio, a su presente, a su futuro y a su autodeterminación; que ha supuesto prácticamente la destrucción de su avanzado estado de bienestar a manos de los gobiernos de la coalición agresora liderada por la OTAN, amparados por una ambigua y sin sentido resolución del Consejo de Seguridad de la ONU (la 1.973) ejecutada por diversos gobiernos europeos, americanos y árabes,

 nosotros acusamos

a todos los gobiernos de la Alianza, pero también a los representantes políticos electos que lo han permitido, a todos los partidos que han votado a favor en los diferentes parlamentos y a quienes han manipulado la opinión pública para evitar sus movilizaciones de protesta,

 

porque:

Han utilizado a la ONU, mediante la resolución 1973, para dar cobertura al uso de armas, medios, recursos humanos y conseguir un ataque encubierto, bajo la mentira de pretender evitar que el Gobierno libio usara la aviación contra sus opositores armados desde el inicio del conflicto o contra objetivos civiles pero que, en realidad, ha servido para que la OTAN bombardee hospitales, universidades, campos de cultivo, barcos de pesca, viviendas, depósitos y canales de agua, rebaños, colegios y aldeas, con un altísimo número de bajas entre la población civil.

 

Han excedido los límites fijados por las Naciones Unidas, que en el texto de dicha resolución impedían explícitamente la invasión terrestre, en tanto que existen numerosos testimonios que avalan la presencia de fuerzas de dicha organización supervisando el desembarco de soldados y armamentos o prestando servicios de inteligencia militar a los protagonistas de la sublevación.

 

Han vulnerado claramente lo estipulado en dicha resolución, que no contemplaba el retirar a Muammar Al Gadafi de un puesto político que no tiene, ni su caza como un forajido, ni el desmantelamiento de su sistema político asambleario, ni el reconocimiento del Consejo Nacional de Transición como gobierno de Libia, como tampoco permitía el despliegue de fuerzas aéreas, navales y terrestres, en una operación que sobrepasa claramente los topes establecidos por el Consejo de Seguridad.

 

Han seguido usando dicho organismo supranacional como una ruin coartada para el reparto del botín: oro, petróleo, agua y uranio, que suponen los principales recursos energéticos y vitales de la región, que ahora administraría un nuevo Gobierno pretendidamente democrático y de inspiración islámica, pero con una fuerte dependencia de quienes han financiado esta infame operación militar.

 

Han falsificado la realidad de Libia, presentando una imagen estereotipada de dicha nación, más allá de las denuncias hacia el Gobierno Constitucional y Legítimo de dicho país. Así, se sigue insistiendo en la pobreza y atraso de Libia cuando en realidad, hasta este conflicto, presentaba el PIB más alto de Africa, con el índice del Programa de Naciones Unidas para el Desarrollo más elevado de dicho continente, una tasa de alfabetización superior al 80 por ciento, pleno empleo y 3,000.000 de inmigrantes extranjeros.

 

Han prescindido de los mecanismos que fija el Estado de Derecho y el Derecho Internacional para proceder a dar caza y captura al líder Muammar Al Gaddafi, así como a sus familiares directos.

 

Han diseñado una hoja de ruta que permite la intervención del primer mundo en el norte de África, estableciendo un sistema que garantice en el futuro la explotación de sus riquezas y de su pueblo por Estados ajenos a los intereses de la población libia.

 

Es por todo ello

Que reclamamos una acción decidida de los ciudadanos para conseguir que esta agresión imperialista se detenga y que dejen de masacrar Libia y, al mismo tiempo, impedir que se extienda a otros enclaves del Magreb y del Máshreq, así como a Latinoamérica, en una hoja de ruta de impredecibles consecuencias. También en esa encrucijada del mundo y del tiempo, están en juego nuestro propio futuro, nuestros valores democráticos y el descrédito creciente de nuestra propia soberanía popular. Más temprano que tarde, tendremos que pedir responsabilidades penales y civiles a los autores e inductores de estas masacres.

 

 Que invitamos a las personas de buena voluntad a participar con nosotros en el descubrimiento de lo que realmente sucede en Libia.

 

  

PLATAFORMA OJOS PARA LA PAZ

EN LIBIA

NÓS ACUSAMOS

 

À luz dos acontecimentos vividos na Líbia durante os últimos meses, que se traduziram em uma agressão ao povo libio, ao seu presente, ao seu futuro e à sua autodeterminação; que supôs praticamente a destruição do seu avançado estado de bem-estar a mãos dos governos da coalizão agressora liderada pela OTAN, amparados por uma ambigua e sem sentido resolução do Conselho de Segurança da ONU (a 1.973) executada por diversos governos europeus, americanos e árabes,

 

nós acusamos

a todos os governos da Aliança, mas também aos representantes políticos eleitos que o permitiram, a todos os partidos que votaram a favor nos diferentes parlamentos e a quem manipularam a opinião pública para evitar as suas mobilizações de protesto,

 

porque:

Utilizaram à ONU, mediante a resolução 1973, para dar abrangência ao uso de armas, meios, recursos humanos e conseguir um ataque encoberto, baixo a mentira de pretender evitar que o Governo líbio usasse a aviação contra os seus opositores armados desde o início do conflito ou contra objetivos civis mas que, em realidade, serviu para que a OTAN bombardeie hospitais, universidades, campos de cultivo, barcos de pesca, moradas, depósitos e canais de água, rebanhos, colégios e aldeias, com um altísimo número de baixas entre a população civil.

 

Excederam os limites afixados pelas Nações Unidas, que no texto de dita resolução impediam explicitamente a invasão terrestre, enquanto existem numerosos depoimentos que valizam a presença de forças de dita organização supervisionando o desembarco de soldados e armamentos ou prestando serviços de inteligência militar aos protagonistas da sublevação.

 

Vulneraram claramente o estipulado em dita resolução, que não contemplava o retirar a Muammar Ao Gadafi de um posto político que não tem, nem a sua caça como um foragido, nem o desmantelamiento do seu sistema político assembleário, nem o reconhecimento do Conselho Nacional de Transição como governo de Líbia, como também não permitia a presença de forças aéreas, navais e terrestres, em uma operação que ultrapassa claramente os topos estabelecidos pelo Conselho de Segurança.

 

Seguiram usando dito organismo supranacional como uma ruin coartada para a partilha do botim: ouro, petróleo, água e urânio, que supõem os principais recursos energéticos e vitais da região, que agora administraria um novo Governo pretendidamente democrático e de inspiração islâmica, mas com uma forte dependência de quem financiaram esta infame operação militar.

 

Falsificaram a realidade de Líbia, apresentando uma imagem estereotipada de dita nação, para além das denúncias para o Governo Constitucional e Legítimo de dito país. Assim, segue-se fazendo questão da pobreza e atraso da Líbia quando em realidade, até este conflito, apresentava o PIB mais alto de Africa, com o índice do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento mais elevado de dito continente, uma taxa de literacia superior ao 80 por cento, pleno emprego e 3,000.000 de imigrantes estrangeiros.

 

Têm prescindido dos mecanismos que fixa o Estado de Direito e o Direito Internacional para proceder a dar caça e captura ao líder Muammar Ao Gaddafi, bem como aos seus familiares diretos.

 

Desenharam um roteiro que permite a intervenção do primeiro mundo no norte da África, estabelecendo um sistema que garanta no futuro a exploração das suas riquezas e do seu povo por Estados alheios aos interesses da população líbia.

 

É por todo isso

Que reclamamos uma ação decidida dos cidadãos para conseguir que esta agressão imperialista se detenha e que deixem de massacrar Líbia e, ao mesmo tempo, impedir que se estenda a outros enclaves do Magreb e do Máshreq, bem como a Latinoamérica, em um roteiro de impredecíveis consequências. Também nessa encrucijada do mundo e do tempo, estão em jogo o nosso próprio futuro, os nossos valores democráticos e o descrédito crescente da nossa própria soberania popular. Mais temporão que tarde, teremos que pedir responsabilidades penais e civis aos autores e indutores destes massacres.

 

Que convidamos às pessoas de boa vontade a participar connosco na descoberta do que realmente acontece na Líbia.

 

PLATAFORMA

OLHOS PARA LA PAZ EM LÍBIA

 


 

PLATAFORMA OJOS PARA LA PAZ

EN LIBIA

  1. 1.     Leonor Massanet, farmacéutica, psicóloga, blog leonorenlibia

    2.     Rafael Fernández Veiga, empresario

    3.     Flavio Signore, periodista, director de documentales, director de cine

    4.     Xosé Currás, periodista, empresario

    5.     Juan José Téllez,  escritor y periodista

    6.     Carlo Frabetti, escritor, académico de la de Ciencias de Nueva York,  Presidente   de   la Asociación contra la Tortura

    7.     Iñaki Errazkin, periodista, escritor, poeta

    8.     Purificación González de la Blanca, cofundadora de Los Verdes, abogada, escritora

    9.     José Antonio Barroso Toledo,  ex Alcalde de Puerto Real, ex Diputado

    10.  Chus Garrido Romero, profesora

    11.  Alejandro Zapico Robledo, periodista, ex corresponsal de guerra en Iraq y Afganistán

    12.   Andrés Vázquez de Sola, periodista, escritor, autor del logo OJOS PARA LA PAZ

    13.   Diego Cañamero, Portavoz Nacional del SAT (Sindicato Andaluz de  Trabajadores)

    14.  Eduardo Albaladejo Manzanares, periodista,  editor

    15.  Josep  Desumvila Masso, administrativo

    16.  Marc Viader i Pericas, abogado, escritor

    17.  Manuel Almisas Albendiz, médico, profesor

    18.  Ketty Castillo, periodista, escritora

    19.  Manuel Valero Yáñez, abogado, escritor

    20.  José Ramón Cervera Grau, ferroviario

    21.  Mario Casartelli, escritor, poeta, cantautor. Paraguay

    22.   Victor Javier Sanz Fernández, periodista, Proyecto Hermes

    23.    Miguel Angel Rincón Peña, monitor de educación especial,  poeta

    24.   Yolanda Ávalos Parada, arquitecta. Méjico

    25.   José María Barreiro España, periodista

    26.   Pello Eizagirre Portillo, protésico

    27.   Esmérida Marcel Bozal, periodista. Cuba

    28.   Melvis Martínez Cosme, profesora y periodista. Cuba

    29.   Nuria Barbosa León, periodista. Cuba

    30.   Nazanin Armanian, periodista

    31.   Juan Carlos Granizo García, empleado público, exconcejal

    32.  Concepción Cruz Rojo. Doctora en Medicina, Profesora Universidad de Sevilla

    33.  Juan Miguel León Moriche, Periodista

    34.  Ramiro Pinto Cañón, escritor

    35.  Pedro Jiménez Miguel, Profesor, filósofo

    36.  César Vila Antoni-Candela, concejal

    37.   Pascual Serrano, periodista cofundador de la Red de Intelect. Y Artistas en Defensa de la Humanidad

    38.  Carlos Tena, periodista, escritor, crítico musical

    39.  Pepe Escobar, periodista, escritor

    40.  Josu Ramos Sánchez, comerciante

    41.  Antonio Maira, capitán de fragata de la Armada española, exmiembro de la U.M.D., analista político en medios alternativos

    42.  Gloria Casari, psicóloga. Francia

    43.  José María Fernández Criado, jubilado

    44.  Pilar García Sánchez, jubilada

    45.  Red Roja, Organización

    46.  Ecología y Debate, Organización

    47.  Carmen Pino Montes, empresaria

    48.  Pavel Fuchs, profesor. Rusia

    49.  Rosa Regás, escritora

    50.  Sablina Tatiana

    51.  Damian Gomez

    52.  Antonio Saavedra

    53.   Manuel Ibarro

    54.   Marta Seoane Encinas

    55.   Emilio Ballesteros, escritor, profesor

    56.   Manuel Pérez Cuadrado, jardinero

    57.   Maria Luisa Cano Navas, historiadora del arte

    58.   Luisa Fernández Moreno, ama de casa

     

     

Última actualización el Miércoles, 09 de Noviembre de 2011 09:51
 

Comentarios  

 
0 #18 11-11-2011 16:56
deseo que mi nombre figure en la lista de apoyo al manifiesto: joseplluiscarbo nero , medico-pediatra
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0 #17 11-11-2011 15:29
de entrada me adhiero al manifiesto .Después de tantas madrugadas escribiendo en los foros de la prensa proOTAN contra el ataque colonialista contra Libia. Después del horror , la rabia , la frustración de ver la maldad del mundo destruir Libia y torturar y asesinar a los libios , ahora mi mayor deseo es un gran juicio . al estilos Nuremberg, contra la dirección política de la OTAN y aliados por genocidio y crímenes de guerra contra el pueblo de Libia. un gran juicio por crímenes contra la humanidad. solicito orientación sobre este tema.
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0 #16 23-10-2011 21:27
Estoy con vosotros.estos altos cargos solo buscan lucrarse de todo esto (guerras,robo de recursos), nos engañan con la tv y demas medios, nos ocultan informacion.Hacen lo que le dan la gana, y nosotros lo permitimos.mañana te puede pasar a ti, tienes que ¿sufrirlo para vivirlo? Os apoyo, estamos cansados de tantas mentiras
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0 #15 07-10-2011 20:24
PARA JOAO CÁNDIDO, DE BRASIL
GRACIAS POR TU APOYO, EN NOMBRE DEL PUEBLO LIBIO, QUE QUIERE LA PAZ.
PRONTO VERÁS EL LISTADO ACTUALIZADO, CON TU NOMBRE INCLUIDO.
UN ABRAZO,
OJOS PARA LA PAZ
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0 #14 07-10-2011 20:22
PARA JOAO CANDIDO, DE BRASIL
GRACIAS POR TU APOYO, JOAO, EN NOMBRE DEL PUEBLO LIBIO QUE QUIERE LA PAZ.
TE HEMOS INCLUIDO EN LA LISTA DE APOYOE DEL MANIFIESTO, QUE PRONTO VERÁS ACTUALIZADA.
UN ABRAZO,
Ojos para la paz
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0 #13 07-10-2011 12:41
me adhiero al manifiesto, a esta sátira burla que nos permite enseñar a los demás a vivir en democracia cuando ni nosotros mismos sabemos lo que es la democracia...
y en nombre de esta democracia expoliamos a los países con los últimos recursos energéticos de la tierra...es un primer pie en AFRICA, acordaros el próximo será todo el continente AFRICANO, gran tesoro ENERGETICO..EN MINERALES
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+1 #12 30-09-2011 16:50
Me uno a este llamado,que impere la paz y la justicia para todos en el mundo y por encima de todo el respeto a la libre determinacion de los pueblos.
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+1 #11 30-09-2011 16:48
Que gan impotencia se siente cuando vemos que un organismo que fue creado para lograr la unidad y la paz en el mundo se haya convertido en legalizadora de guerras contra pueblos soberanos.
Hasta cuando la OTAN estara destruyendo y matando inocentes ?
ABAJO LA OTAN
VIVA LA PAZ!!!!!!!!!
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+1 #10 28-09-2011 18:30
Mi total apoyo al Manifiesto. Hay que parar esta barberie
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+1 #9 27-09-2011 16:24
Deseo adherirme al manifiesto Ojos para la Paz en Libia.
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